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Abertura ao tráfego da Autoestrada Transmontana entre Vila Real e Bragança

06/09/2013

Abertura ao tráfego da Autoestrada Transmontana entre Vila Real e Bragança

O agrupamento CAETXXI, do qual fazem parte a Ramalho Rosa Cobetar (RRC) e o seu acionista FCC Construcción, concluiu as obras da Autoestrada Transmontana, entre Vila Real e Bragança que já se encontra aberta na totalidade ao tráfego.

Abertura ao tráfego da Autoestrada Transmontana entre Vila Real e Bragança

Esta via, que une o noroeste com o nordeste de Portugal, forma parte da Rede Transeuropea de Transportes, substitui o IP4 e permite a união da autoestrada A4, que tem a sua origem em Matosinhos (Porto), com a fronteira espanhola e com Europa. 

Devido à paralisação da concessão do Túnel do Marão, foi necessário projetar uma ligação adicional (Parada de Cunhos) para desviar o tráfego da autoestrada Transmontana desde o Viaduto do Corgo até ao IP4.

A EP - Estradas de Portugal adjudicou, em 2008, ao agrupamento Autoestradas XXI, formado pela Globalvía Infraestruturas, constituída em partes iguais pelos FCC e Bankia, conjuntamente com a empresa portuguesa Soares da Costa, a subconcessão desta autoestrada por um período de 30 anos. O projeto foi construído pelo agrupamento CAET XXI, formado pelas FCC Construcción, RRC e Soares da Costa.

A Autoestrada Transmontana é um projeto de conceção, construção e manutenção de uma nova autoestrada que soma um total 194km e compreende 32km de nova construção, 106km de ampliação e 56km de reabilitação e melhoria do atual IP4. Inclui também a reabilitação do atravessamento da Serra do Marão, zona com fortes pendentes e um traçado difícil, que se reduziram com a obra, melhorando o índice de sinistralidade atual. Para a sua construção instalaram-se duas centrais de betuminoso nas quais se produziram mais de 1 milhão de toneladas.

Construíram-se 17 viadutos especiais, entre os quais se destaca o Viaduto do Corgo com 2.780m de comprimento e uma altura máxima de 230m do tabuleiro sobre o rio, o que o converte no segundo mais alto da Europa. Esta ponte atirantada ergue-se a sul de Vila Real. Mais de 2.500 pessoas trabalharam nesta autoestrada, das quais cerca de 80% foi contratada localmente. 

O projeto teve em conta os requisitos ambientais em todas as fases da obra: concepção, construção e exploração. Foi elaborado o estudo de impacto ambiental e durante a construção foram observadas as medidas necessárias e adequadas para proteção da envolvente e futura integração paisagística da nova via. Foram construídas passagens para a fauna e gado e tomadas medidas especiais de proteção de espécies em perigo de extinção, como o lobo ibérico.

A nova autoestrada encontra-se englobada num programa de 7 concessões de autoestradas lançado pelo Governo Português em 2008, com um total de 1.500km de comprimento e um investimento de 3.000 milhões de euros.

A Autoestrada Transmontana permitirá a comunicação de toda a zona norte de Portugal, diminuindo o tempo de deslocação em cerca de 40%, melhorando ao mesmo tempo a segurança dos utilizadores. É expectável uma significativa redução da sinistralidade. 

A Ramalho Rosa Cobetar (RRC) é uma empresa de referência em Portugal, com uma equipa de cerca de 200 profissionais, que ganhou o respeito de clientes, fornecedores e concorrência pelo seu desempenho na construção de projetos importantes em diversas áreas de atividade.

Atualmente, a RRC e a FCC também participam conjuntamente na construção das barragens de Ribeiradio e Ermida, em Sever do Vouga.