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A RRC promove visita técnica à sua obra do Viaduto do Corgo

18/06/2012

A RRC promove visita técnica à sua obra do Viaduto do Corgo

O viaduto do Corgo, integrado na concessão da Autoestrada Transmontana, tanto pela sua especificidade, como pelos distintos métodos construtivos adoptados, gera um enorme interesse a qualquer técnico, o que levou a que a RRC promovesse uma visita. Nessa visita, integrada num plano de visitas tecnicas desenvolvidas e promovidas pela Direcção de Construção, incluiram-se não apenas os técnicos de engenharia como os arquitectos, técnicos de segurança e técnicos de ambiente. O ACE construtor integra, entre outras empresas, a Ramalho Rosa Cobetar e a FCC Construcion.

A RRC promove visita técnica à sua obra do Viaduto do Corgo

Trata-se de um viaduto em betão armado pré-esforçado com 2796m de extensão total, dividido em 3 sub-viadutos contínuos, o de poente, o central e o de nascente, respectivamente com 855m, 768m e 1167m de extensão entre eixos de apoios extremos.

Na zona de maior desnível em relação ao solo, o tabuleiro estabelece-se a cerca de 230m do fundo do vale, tendo-se optado nessa zona central – após conhecimento pormenorizado da orografia local e das zonas possíveis para o estabelecimento dos pilares – pela materialização do tabuleiro com um vão principal de 300 metros sobre o vale do rio Corgo e dois vãos adjacentes de 126m, recorrendo a uma solução atirantada com suspensão central, prolongada por vãos de continuidade de cada um dos lados, de que resulta um comprimento total de 768m para o sub-viaduto central, assim distribuído (do P15 ao P22): 48.0+ 60.0+ 126.0+ 300.0+ 126.0+ 60.0+ 48.0 metros.

Os viadutos de poente e nascente, contínuos estruturalmente, são constituídos por vãos correntes de 60 metros. Nestes termos, o tabuleiro é materializado por uma viga-caixão central com 3.5m de altura, com almas de 0.60m afastadas de 9.40m entre eixos e, com abas laterais suportadas por escoras regularmente afastadas de 3.0m entre si. No sub-viaduto central avulta a suspensão central do tabuleiro com tirantes afastados entre si de 6.0m, sendo que os mastros e respectivos pilares estão monolíticos com o tabuleiro e, o estabelecimento dos primeiros tirantes ocorre a 21m dos eixos dos pilares. 

O conjunto de 4 painéis de 22 tirantes cada, que constitui o atirantamento do sub-viaduto central, varia de 39 a 73 cordões de pré-esforço de 15.7mm, com um comprimento mínimo de cerca de 38m e com um comprimento máximo da ordem de 159m. Trata-se de um atirantamento simétrico em relação aos mastros, prevendo-se que nestes sejam estabelecidas selas de desvio. A suspensão do tabuleiro pelos tirantes (exteriores), de 6 em 6 metros, em forma de semi-leque, é possível graças à suspensão interna das almas da viga-caixão, por pares de tirantes em aço estrutural e ao modelo de transmissão de forças adoptado.