Filtro de procura
Voltar

A FCC reduz as suas perdas em 91% no primeiro semestre atingindo os 52,7 milhões

01/08/2014

A FCC reduz as suas perdas em 91% no primeiro semestre atingindo os 52,7 milhões

  • O Ebitda (381 milhões) aumenta 32,2% devido aos ajustes em curso implementados em Espanha e ao progressivo aumento da rentabilidade no exterior
  • A FCC Construcción conseguiu contratos ferroviários no valor de 3.500 milhões de euros
  • Ambiente e Água continuam a mostrar uma grande estabilidade nos seus resultados

Madrid, 1 de agosto de 2014. A FCC reduziu as suas perdas no primeiro semestre do ano atingindo os 52,7 milhões, o que significa 91,3% menos do que no mesmo período de 2013. O efeito dos ajustes iniciados no ano transato e a maior rentabilidade da atividade internacional já começam a dar os seus frutos, o que se reflete num aumento do lucro bruto operacional (Ebitda) até 381 milhões, mais 32,2% do que em junho de 2013.

Entre os objetivos mais importantes do semestre, a FCC Construcción conseguiu no passado mês de março a adjudicação em consórcio do contrato para a conceção e construção da linha 2 do Metro de Lima e de um ramal da linha 4, no valor de 3.300 milhões de euros. O prazo previsto para a fase de construção é de cinco anos, a partir dos quais começará a operação, que será de 30 anos. Além disso, no Médio Oriente, a FCC Construcción lidera um consórcio que resultou adjudicatário da construção da Linha Vermelha do metro de Doha (Qatar) no valor total de 250 milhões de euros.

Com um reflexo muito parcial, ainda em carteira, das referidas adjudicações, outros contratos internacionais em mercados seletivos como Costa Rica, com 70 milhões de euros para a construção de uma central hidroelétrica e de um coletor de águas residuais, impulsionam a carteira de obra até 6.306 milhões de euros no fecho de junho, o que garante mais de dois anos e meio de atividade. A carteira do Grupo ascendia, no fecho do semestre, a 33.430 milhões de euros, 0,3% mais do que em 2013.

Também na primeira metade do ano produziu-se um novo avanço na progressiva normalização dos períodos de pagamento das Administrações Públicas. Nomeadamente, no primeiro trimestre, o Grupo de Servicios Ciudadanos obteve 71 milhões de euros correspondentes ao pagamento da segunda fase do II Fundo de Pagamento a Fornecedores, aprovado em julho de 2013.

Este Plano, além da introdução de novas Leis sobre a dívida comercial e a fatura eletrónica na Administración, pretende diminuir para 30 dias o período médio de pagamento a fornecedores do setor público. Apesar disso, e após os avanços registados no passado dia 30 de junho, a FCC mantinha um saldo superior a 400 milhões de euros de dívida comercial vencida e não cobrada com diversas administrações públicas em Espanha.

Conta de resultados

Na evolução dos valores deste primeiro semestre, as receitas atingiram 2.966 milhões de euros em 2014, o que supõe menos 3,7% do que em junho do ano passado. Esta variação é devida, quase exclusivamente, à contração temporal de 14,5% das receitas na Construção, onde a atividade internacional deve aumentar a sua contribuição prevista a curto prazo, como consequência do arranque de contratos (como os dos metros de Lima ou de Riad) no segundo semestre. Deste modo, prevê-se a compensação progressiva da queda registada na atividade do Grupo no referido período em Espanha (‐5,3%), o que se explica por sua vez pelo ajuste do investimento público em infraestruturas nas áreas da Construção e do Cimento.

Além disso, o comportamento positivo das áreas do Ambiente e da Água permite em boa medida atenuar esta situação ainda constritiva da construção em Espanha, que revela o seu caráter retardado relativamente ao ciclo mais avançado registado por outras atividades. Prevê-se que, no segundo semestre, a conversão em receitas da forte contratação registada no exterior, juntamente com a progressiva estabilização no ciclo da Construção em Espanha, permite atingir taxas de variação positiva nas receitas consolidadas para o conjunto do exercício.

Por seu lado, a margem operacional cresceu até situar-se em 12,9% face aos 9,4% de 2013. A sua evolução abrange, tanto o impacto da adequação da estrutura de produção em Espanha nos negócios do ciclo da construção, como um aumento mais moderado na área da Água, além de um comportamento estável na área do Ambiente.

Outro aspeto relevante do primeiro semestre foi o fecho da totalidade do refinanciamento corporativo do Grupo. Deste modo, no fecho de junho passado registou-se um destacado incremento na maturação da dívida financeira, com apenas 21,8%, classificada a curto prazo. Este endividamento está concentrado na área do Cimento, juntamente com diversos financiamentos de projeto, todos sem recurso ao grosso da atividade. Além disso, a curto prazo, encontra-se igualmente classificado no fecho de junho passado um montante de 450 milhões de euros da obrigação convertível emitida pela FCC, S.A. e cuja novação, com um novo prazo de vencimento a 6 anos (até outubro de 2020), já foi acordada no passado mês de maio, pelo que, assim que se produza a sua inscrição registral, passará a reclassificar-se como longo prazo.

Contudo, a dívida financeira líquida no fecho de junho atingiu 6.413 milhões de euros, mais 7,5% do que no passado mês de dezembro, visto que a sua evolução ainda não reflete o impacto das vendas de ativos em curso, bem como a eliminação da expansão sazonal registada no capital circulante no primeiro semestre, ambos previstos ao longo da segunda metade do ano.

PRINCIPAIS GRANDEZAS (milhões de euros)

 

Junho 2014

Junho 2013

Var.%

Montante líquido do volume de negócio (INCN)

2.966,2

3.080,3

-3,7%

Lucro Bruto de Exploração (EBITDA)

381,6

288,6

32,2%

Lucro atribuído à sociedade dominante

(52,7)

(607,6)

-91,3%

 

Junho 2014

Dez. 2013

Var.%

Total Dívida Financeira

6.413,8

5.963,6

7,5%

Carteira

33.430,3

33.344,9

0,3%

 

Receitas por áreas geográficas

 

O bloco de Beja

Beja

A presente Empreitada, englobada no Sistema Global de Rega de Alqueva, compreende a construção da Rede de Drenagem, da Rede Viária, da Rede de Rega e do Sistema de Monitorização, Automatização e Telegestão (SMAT) no Bloco de Beja.

A Empreitada com um valor de 19M€ terá um prazo de 18 meses, a contar da data de consignação.

A Empreitada faz parte de um grupo de 4 blocos de rega designado Beringel-Beja, todos localizados no concelho de Beja, que beneficia uma área total de cerca de 5.300 hectares.

O bloco de Beja, em particular, abrange uma área total de cerca de 2560 hectares, localiza-se a Oeste e Sudoeste de Beja. É beneficiado a partir de uma estação elevatória no pé da barragem de Cinco Reis, com apoio do Reservatório do Cerro (reservatório terminal).

A rede de rega inclui a montagem de 42 hidrantes e 66 bocas de rega, 24 válvulas de seccionamento, 68 ventosas e 67 descargas de fundo e tem um desenvolvimento total de aproximadamente 26.146m, com os diâmetros nominais das condutas, em FFD e PEAD, compreendidos entre os 180mm e os 1600mm.